escrever..

Eu sempre fui de escrever, quando minha cabeça ta cheia demais pra pensar. Eu escrevia histórias, inventadas, reais, as diversas possibilidades que eu tinha na minha cabeça de momentos ou apenas de fantasias. Escrever sempre foi meu refúgio, meu lado que poucas pessoas conhecem.

é na escrita, que eu encontro um lado que eu deixo emergir as vezes. Um lado bem mais sensível, um lado onde eu deixo a minha imaginação fluir, onde eu passo todas as minhas emoções para que dê espaço e vazão para outros sentimentos na minha cabeça.

Tem momentos e fases da minha vida, que eu fico longe da escrita, apenas vivendo no automático do meu dia a dia, esperando ter um momento certo, ou um momento bom para escrever, esquecendo que eu não preciso disso, apenas preciso sentir e deixar fluir.

Enfim sexta chegou e eu estou cansada, exausta mentalmente, exausta fisicamente, meu corpo ta pedindo descanso, mas minha mente, parece estar em turbilhão, com muitos pensamentos, eletrizante, movento de histórias para histórias, revivendo, momentos, – será que eu deveria ter falado assim? – mas e se eu tivesse respondido tal coisa? – e se eu não for suficiente?

é a ansiedade falando? ou apenas os hormônios de uma menstruação dando a cara?

Eu não sei distinguir a ansiedade do que eu to sentindo, porque mexe tanto com meus sentimentos, que eu só sei ver coisas que não são reais… Quando a mente fica turva, e eu não consigo pensar direito, talvez esteja na hora de eu olhar pra dentro.

E olhar pra dentro, me traz a sensação de encontrar um caos, as vezes reconfortante, as vezes desafiador, e as vezes esperançoso…

o que você quer Maira? – ecoa na minha mente, quando olho pra dentro. O que você quer? Eu me sinto uma menininha sentada e pedindo apenas: quero me descobrir!

A mente turva de novo e as vezes quando isso acontece, a escrita é a minha salvação… Deixo tudo ali, guardado, como se fosse um baú para recordar quantas vezes eu me reencontrei e vou me encontrar novamente.



Eu sempre fui de escrever quando minha cabeça está cheia demais para pensar.

Escrevia histórias. Inventadas, reais, possíveis. Escrevia as diversas versões que existiam dentro de mim, os momentos que vivi, os que imaginei viver e até aqueles que nunca aconteceriam. A escrita sempre foi meu refúgio, uma parte de mim que poucas pessoas realmente conhecem.

É na escrita que encontro um lado que só deixo emergir de vez em quando. Um lado mais sensível. Um lado onde permito que a imaginação flua sem pressa, onde deposito emoções para abrir espaço e dar vazão a tudo o que insiste em permanecer dentro da minha cabeça.

Existem fases da minha vida em que me afasto da escrita. Fases em que apenas sigo vivendo no automático, atravessando os dias enquanto espero pelo momento certo para escrever. Um momento mais bonito. Mais inspirador. Mais tranquilo.

E, nesse processo, esqueço que não preciso de nada disso.

Preciso apenas sentir.

Preciso apenas deixar fluir.

Enfim, a sexta-feira chegou.

E eu estou cansada.

Exausta mentalmente. Exausta fisicamente. Meu corpo pede descanso, mas minha mente parece um turbilhão. Pensamentos elétricos saltam de uma história para outra, revisitando cenas antigas.

Será que eu deveria ter falado aquilo?

E se eu tivesse respondido de outra forma?

E se eu não for suficiente?

É a ansiedade falando?

Ou são apenas os hormônios da menstruação dando as caras?

Eu não sei mais distinguir uma coisa da outra. Tudo se mistura de um jeito tão intenso que, por alguns instantes, só consigo enxergar medos vestidos de realidade.

Quando a mente fica turva e eu já não consigo organizar os pensamentos, talvez seja um sinal de que chegou a hora de olhar para dentro.

E olhar para dentro quase sempre me leva ao encontro de um caos.

Às vezes reconfortante.

Às vezes desafiador.

Às vezes esperançoso.

“O que você quer, Maíra?”

A pergunta ecoa na minha mente sempre que me permito olhar para dentro.

O que você quer?

E, diante dela, eu me sinto como uma menininha sentada no chão, respondendo com toda a sinceridade que consegue reunir:

— Eu quero me descobrir.

Então a mente fica turva de novo.

Mas talvez esteja tudo bem.

Porque, quando isso acontece, a escrita continua sendo a minha salvação.

Deixo tudo aqui, guardado entre palavras, como quem deposita lembranças em um baú.

Um baú que me recorda quantas vezes eu já me reencontrei.

E quantas outras ainda vou me encontrar.