I am Maíra Namba
Alguns dias atrás, estava vendo algum filme para assistir, queria algo enquanto eu estava fazendo minha unha, entrei no Amazon, e nada me interessou, quando entrei no Netflix, a primeira coisa: Comer, Rezar e Amar. Quando eu vi, fiquei tão feliz e cliquei em assistir, eu conheço esse filme, eu ja assisti 2 vezes e eu não sei quando foi que comecei a denominar ele como meu filme favorito, mas assistir novamente depois do que aconteceu comigo nesses últimos tempo, foi algo muito doido. Eu lembrava de todas as cenas, de todas as falas, ou talvez achei que lembrava.
Eu li esse livro por volta de 2009, e eu já havia amado, por talvez mostrar algo muito diferente do que eu costumava ler. Quando lançou em 2010 o filme, eu corri pra assistir, e eu me apaixonei por toda a história que foi tirada do livro para o filme, os lugares onde Liz passava, e toda a busca dela. Mas nessa época, eu era ainda uma menina, que sonhava alto, mas que não tinha sede de viver, ainda.
Quando eu assisti novamente, em 2018, eu escrevi esse post sobre, e lendo hoje me fez rir assim sabe, e lembrar de muita coisa que aconteceu depois. Quando eu vi novamente esse filme, estava passando por um momento muito doido da minha vida, um término de 8 anos de namoro, e ai onde apareceu a sede de viver, queria conhecer pessoas, lugares, e estar em todos os lugares ao mesmo tempo, nossa como eu lembro dessa sensação. Era uma sensação que eu estava viva, e queria viver.
E sabe o que é mais engraçado? No mesmo ano que eu vi o filme, eu estava fazendo exatamente o que eu queria. Em setembro de 2018, estava tomando um café em Amsterdã, á caminho de Dublin, onde eu iria viver uma das maiores experiencias que eu ja tive. Onde eu conheci pessoas incríveis, vivenciei histórias incríveis, romances, aventuras, loucuras e conheci os três lugares onde eu queria. E por incrível que pareça, eu visitei exatamente os lugares do filme, até o restaurante em Roma que ela pede pela primeira vez em italiano. E eu não tinha anotado o nome do lugar, juro! Foi apenas intuição… ou destino.
E hoje em 2022, pós 2 anos de sofrimento, dor, crescimento e muito aprendizado, eu assisti novamente o filme. E com certeza tenho uma nova visão do filme. Mas ainda considero como o meu filme favorito, e talvez hoje eu sei te dizer o porque considero o meu filme favorito. E ai onde mostra toda a nossa mudança em nossas vidas, como mudamos, e como enxergamos as coisas diferentes em pouco tempo não?!
O filme ele é lindo, se você quiser ver o trailer ou talvez ver uma critica melhor, pode procurar no google. O que eu quero falar é que esse filme nos ensina como viver a vida de uma forma leve, sem nos cobrar das coisas que acontecem e ainda assim mostra o quando a nossa vida precisa ser vivida e a gente precisa ser feliz. E o mais principal de todos: mostra o quanto a gente precisa ir em busca de nós mesmo. Quando eu vi pela primeira e segunda vez, eu só foquei na ideia de se redescobrir, eu estava perdida, estava completamente sem rumo na vida, sem ideia do que eu queria, e eu queria era viver.
Em 2018 eu tive essa oportunidade, vivi intesamente e voltei com inúmeros questionamentos. Nessa terceira vez que assisti, eu tive uma visão completamente diferente, quero quero compartilhar a vida com alguém, quero amar, quero ser amada, não quero ter medo de amar, não quero ter medo de me entregar, quero viver um grande amor, quero ter equilibrio de vida, viver intensamente cada segundo, viver o agora, buscar aquilo que me da felicidade, que me da sentimentos bons. E o filme traz bastante essa busca, nós precisamos deixar o passado para trás, precisamos deixar o que aconteceu no lugar que aconteceu, precisamos nos perdoar, porque a gente erra, nós somos humanos e só assim, que vamos deixar outras pessoas entrarem e nos mudarem.
Assistir esse filme novamente me fez entender o quanto você ter uma busca, um objetivo na vida, é importante, mas não tanto quanto você procurar quem é você de verdade, quem você quer ser e o que te faz feliz. E entender que o equilibrio também precisa ser equlibrado. Como diz Ketut: Uma vida equlibrada, também pode perder o equilibrio por amor.
E no final, o amor é o que faz a gente viver sabe? Eu não digo apenas amor de relacionamento, mas amor, amor pela vida, pela natureza, pelos amigos, pelo que você tem, amor por você estar vivendo.
Esse filme tem tantas ideias e interpretações, é tão incrível! E eu precisava deixar isso aqui escrito, porque são as minhas próprias mudanças! E isso é tão lindo!